Altered Beast (Mega Drive)

sábado, 12 de maio de 2012 Postado por Tristan.ccm

 
Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: SEGA


Lançamento: 1988


Jogadores: 1 a 2 players cooperativo





Você já viu aqui mesmo no blog que a SEGA, em seus tempós áureos, fez muito sucesso nos arcades. O console de maior sucesso da empresa, o Mega Drive, veio daí: ele tinha um hardware inspirado nos arcades da empresa, o que facilitava a conversão de jogos do arcade para o console. E um dos arcades de maior sucesso da SEGA, Altered Beast, se tornou um dos primeiros jogos do sistema.

O enredo era simples, como em todo jogo "estilo arcade": a filha do deus Zeus, Athena, foi sequestrada pelo demônio Neff. Para resgatar Athena, Zeus decide chamar o Seya ressuscitar um centurão e lhe dar o poder de se tranformar em criaturas mitológicas para que ele pudesse derrotar Neff.

Comparar Altered Beast com jogos mais recentes do Mega Drive é covardia, afinal trata-se de um dos jogos lançados junto com o console, onde os programadores não sabiam ainda como extrair tudo o que o hardware podia oferecer. Vale lembrar que na época do lançamento desse jogo quem reinava era o Nintendinho (tanto que 1988 foi o ano em que surgiram Super Mario Bros 3 e Contra, dois dos maiores títulos do NES), logo faz mais sentido compará-lo com o rival de 8-bits. O problema é que isso também é covardia, pois um NES jamais conseguiria fazer o que Altered Beast fazia: os gráficos, mesmo sem serem os mais belos do Mega botavam os do NES no bolso, e o jogo contava com uma trilha sonora ainda hoje muito bonita. Ele não foi o primeiro jogo a ter voz, mas ao contrário de Castlevania ele tinha frases faladas, e era possível entender perfeitamente (ou quase) quando Zeus dizia Ruáise fornô grêis "Rise from your grave" no início do jogo ou quando Neff te desafiava antes de cada batalha com um Élcom duiodum "Welcome to your doom!".

O grande problema de Altered Beast é a sua jogabilidade meio travada: não é nada fácil desviar de inimigos, principalmente os que vem voando, isso sem contar o "pulo Belmont" do protagonista. No entanto, esse é um daqueles famosos "jogos de decoreba": os inimigos sempre vêm na mesma ordem e do mesmo jeito, logo basta que você insista e decore onde ficar e vai passar de fase. Outra coisa interessante é que o chefe de fase foge de você se você não tiver pego todos os power-ups que te permitem "virar bicho", logo a fase ser ou muito curta ou mais longa depende da sua habilidade: desvie de todos os power-ups e a fase vai continuar enquanto você sobreviver, pegue todos e ela acaba em dois minutos! Taí uma coisa que a gente só vê nesse jogo e poderia ser aproveitada na geração atual pra calar a boca dos malditos críticos que reclamam por um jogo ser curto demais.

Mas apesar dos pesares, Altered Beast é um ótimo jogo de plataforma. Pode receber críticas porque "envelheceu mal" ou "é travado demais", mas marcou época por ter sido o primeiro cartucho que muitos colocaram no seu recém-comprado Mega Drive. Seja pela diversão ou pelo fator histórico, Altered Beast merece entrar na sua coleção.



NOTA FINAL: 7,7
O MEGA DRIVE COMEÇOU BEM, COM UM JOGO QUE MOSTROU AO MUNDO O QUE IRIA SER A NOVA GERAÇÃO DE VIDEOGAMES QUE ACABAVA DE NASCER. RECOMENDADO A TODOS OS FÃS DO CONSOLE IMORTAL DA SEGA!
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Piores capas de jogos! [29]

segunda-feira, 7 de maio de 2012 Postado por P.A.

E estou aqui nessa noite fria sem fazer nada... Por isso odeio o frio, é chato, tedioso e deixa a gente desanimado pra fazer qualquer coisa. A não ser dormir! Dormir muito...
Eis que resolvo dar uma olhada nas piores capas que ainda tenho salvo aqui no meu computador.
Vamos conferir o que eu achei por aqui!


Eggomania - Atari
Um urso chateado de chápeu grudado no mel.
Um pássaro com pés de pato deformados e um chifre (?).
Ovos... Muitos ovos que são botados pelo pássaro e logo em seguida arremessados de volta pelo urso.
Isso é EggoMania!
O jogo é isso, o pássaro deformado fica botando ovos e o urso pega todos eles com seu chápeu, afinal, nada melhor do que usar um chápeu pra evitar que os ovos se quebrem. Logo em seguida você se vinga, e joga todos os filhos de volta nesse puto!
Que pai é esse que arremesa seus filhos num urso por pura diversão?
Isso me gerou uma dúvida... Se eu quebrar um ovo que tem um pintinho pronto pra nascer, pode ser considerado aborto?
Assunto mamilopolêmico no blog, só pra dar audiência!


Cheap Skate - Commodore 64
E lá vai você, passeando pelas ruas de Osasco, com seu skate gigante que você roubou do Wonder Boy quando de repente...
CHHHEEEESSSUUUUSS!
Meteoros estão caindo do céu! 
Sinceramente não consegui fazer ligação alguma com as coisas desse jogo.
Já vimos nessa série quase infinita de capas bizarras, que o pessoal gosta de misturar de tudo, mesmo que não tenham ligação alguma umas com as outras! Ninjas com golf, ninjas com patinetes, bodes que atiram, velhos com banjo em jogos de naves, bodes de patinete que atiram em velhos tocando banjo num campo de golf...
E agora um rapaz num skate gigante com meteoros caindo aleatoriamente dos céus!
Acho que não falta mais nada pras capas de jogos do Commodore 64.


Solstice: The Quest for the Staff of Demnos - NES
Não querendo parecer gay demais em questionar as vestimentas do tiozinho, mas que tipo de pessoa usa uma calça azul, botas verdes e uma capa roxa?
São cores totalmente incompatíveis pra serem usadas ao mesmo tempo. Ninguém em sã consciência usaria roupas tão coloridas assim e...
Santo Deus!
Solstice estava nos antecipando da desgraça da moda colorida que estava prestes a se abater sobre nossos jovens. E dizem que os jovens são o futuro do nosso país...
Um minuto de silêncio pro nosso futuro, que já nasceu morto. Mas muito colorido!


Supreme Warrior - Sega CD/32X
Eu sinceramente não consigo entender essa obra de arte...
O cenário todo pegando fogo! Não dá pra ver absolutamente nada concreto nessa capa.
Tem uma casa pegando fogo, e no centro um rapaz no meio das chamas. Logo no canto, um rapaz com a fantasia do Kiss!
E ELE TAMBÉM ESTÁ PEGANDO FOGO!
Mas que bosta de capa onde tudo está pegando fogo.
Eu quero que o rabo do cara que criou essa capa pegue fogo também!


Silent Hill - Playstation
Geralmente as capas de jogos japonesas dão um baile nas suas versões americanas e/ou européias. Porém, pra toda regra há uma exceção. E aqui está ela...
A capa americana de Silent Hill não é nenhuma obra prima, mas é simples. Nada demais. Já sua versão japonesa é inútil.
Alguém achou que uma mancha de sangue na parede do banheiro ia representar bem o terror de Silent Hill... Vai entender né?
P.s.: Sou só eu que vejo letras no sangue? Um E ao contrário seguido por T T!


E essa foi mais uma parte das piores capas de jogos!
As outras edições:
Parte 1
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Parte 8
Parte 9
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Parte 27
Parte 28

See ya!


[Games em Foco] Jogando sem joystick!

terça-feira, 1 de maio de 2012 Postado por Tristan.ccm

Eu estava preparando um review, mas neste fim de semana aconteceram umas coisinhas que me fizeram escrever este Games em Foco. Como já contei no primeiro VideoMuseum (nosso videocast não morreu, gente, em breve ele volta!), meu Dingoo morreu, e eu o substituí por um tablet com sistema Android. E tá na cara que a primeira coisa que instalei nele foram emuladores.

Pois bem: nesse fim de semana eu e minha esposa viajamos, e no caminho eu fiquei jogando Final Fantasy VI no emulador de GBA dele. Pra minha grata surpresa, eu não conseguia usar a habilidade Blitz do Sabin: o touchscreen não reconhece as diagonais, logo não dá pra usar as sequências que exigem isso. Pra um cara que adora dizer "hadouken!" enquanto usa o Aurabolt do Sabin, isso é falha grave!

Na hora me lembrei que li uma vez um comentário aqui no blog, de um cara que falou que o Wiimote já estava ultrapassado, graças ao "Projeto Natal" da Microsoft, que prometia fazer do próprio jogador um joystick. Cheguei a ver gente falando que o joystick estava com os dias contados. Nesse post, vou mostrar a vocês como esses substitutos ainda estão longe de substituir um bom birecional com botões.


- Touchscreen



Cuidado, senão o Hadouken pega no seu dedo!


Primeiramente, vamos ao já citado touchscreen: telas de toque são a última moda no que se refere a gadgets multimídia, como o tablet que comprei. O problema é que, em alguns casos, o touch só reconhece um toque por vez, e nos games que exigem dois toques ao mesmo tempo (como as sub-weapons de Castlevania, por exemplo) isso torna impossível jogar. Pior ainda é quando o jogo reconhece os toques errado: morri diversas vezes soltando magia em um aliado, pois o touch reconhecia direita no lugar de A, e quando eu ia arrumar ele reconhecia A no lugar de esquerda. Não era toda hora que isso acontecia, mas era irritante.

E o problema não está restrito aos pobres que compram tablets xing-ling, pois escuto reclamações nesse sentido até de quem joga games de iPhone. Mas quem mais faz propaganda negativa do touch deve ser a Rede Globo: se você é de São Paulo, acompanhe o jornal local do meio-dia (SPTV 1ª edição) que quase todo dia você poderá ver a moça do tempo apanhando do touchscreen na hora de mostrar gráficos. Se até uma emissora rica como essa tem problemas com as telas de toque, imagine nós, pobres mortais!


- Kinect



Promoção: jogue um jogo e ganhe uma dor pelo resto do dia inteiramente grátis!


Esse é o resultado do já citado Projeto Natal: uma câmera que capta os movimentos do jogador e os envia para o jogo. Tomei contato com o sistema no litoral, mais precisamente no Extra do Litoral Plaza Shopping, onde um XBox com Kinect estava disponível para teste. O jogo era Dance Central 2 (a música foi essa mesma do vídeo), e decidi testar. Primeira enxaqueca: levei quase dez minutos só pra começar a jogar, pois o menu não funciona direito: é preciso mover a mão direita pra cima e pra baixo pra escolher o ítem e pra esquerda pra selecioná-lo, mas ao mover a mão pra esquerda, ele simplesmente ignorava! A segunda enxaqueca é a jogabilidade em si: um boneco na tela se movia, e minha missão era companhá-lo. Não tenho um físico de dançarino, logo eu mal conseguia reproduzir os movimentos. Pulei e rodei os braços por uns três minutos, e no final ganhei apenas um elogio da mina que eu seguia na tela e uma dor na perna que me acompanhou pelo resto do dia!

O interessante disso tudo: quando acabou a música, minha esposa estava rindo à toa! Ela nunca gostou de me ver jogando (e fez um bico tremendo quando cheguei perto do XBox), mas daquele jogo ela gostou e só não dançou também pois não tem a mesma cara-de-pau do marido (outro defeito: jogar via Kinect é um mico!). E isso me fez ver o objetivo do Kinect: ele foi feito para os NÃO-GAMERS! Apesar da menina na tela ter me dito que eu estava aprovado eu não o aprovo, pois por mais que o sistema corrija as imperfeições do jogador (eu tirava "Bom" toda hora, mesmo parecendo um hipopótamo dançando), pra mim lugar de dançar é na balada, não na frente da tevê!


- Wiimote e PS Move



Apontar e mirar. Simples assim!


Um dos poucos controles alternativos que eu gostei, apesar de só ter jogado uma vez. Joguei o boliche do Wii Sports nele, e foi exatamente como jogar boliche na vida real: controle pra frente, solte o botão e ver a bola indo virtualmente.

Porém, o menu aqui era fácil por um motivo simples, o Wiimote é um JOYSTICK, e tem o que faltou pra mim no touch e no Kinect: os bons e velhos botões! E o mesmo posso dizer do PS Move: joguei Time Crisis 4 com ele, e a sensação é a mesma de jogar House of the Dead no arcade: mirar na tela e atirar, e puxando um gatilho real! Minha única ressalva é o fato do Move exigir uma câmera para funcionar, enquanto o Wiimote é um fim em si mesmo.

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Com isso, o que posso dizer é que, apesar de ter concorrentes, o joystick nunca vai morrer, pelo menos enquanto as telas de toque não melhorarem e as câmeras continuarem a confundir. Eu posso estar me tornando um velho ranzinza, mas por enquanto não tem sensor de movimento ou tela resistiva que me faça trocar meu bom e velho direcional. Concorda? Discorda? É só comentar! Abraços e até o próximo post!
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Lendas dos Games XVIII

domingo, 22 de abril de 2012 Postado por Azrael_I


Lenda 18: Skarlet no Mortal Kombat II

E vamos a mais uma Lenda dos Games! Entre problemas de falência da Midway (empresa criadora da franquia), problemas com a ESRB (que, aliás, o próprio Mortal Kombat ajudou a criar...), compras de direitos autorais, jogos estranhos (Mortal Kombat vs DC Universe?!) e muitos outros problemas/bizarrices, Mortal Kombat continua firme e forte no coração dos fãs!  Tomando carona na lenda sobre o Ermac, e aproveitando justamente um dos comentários (feito pelo Rhino), vamos falar hoje sobre a lenda envolvendo Skarlet, a ninja vermelha.

Como todo fã doente de Mortal Kombat tá cansado de saber, em Mortal Kombat II foram incluídos 3 personagens secretos: eram eles Smoke (ainda em forma humana), Jade e Noob Saibot. Os três são acessíveis apenas como oponentes (igual acontecia com o Reptile no primeiro Mortal Kombat), através de truques específicos (pra lutar contra Noob Saibot, por exemplo, era preciso vencer 50 lutas no modo Versus/2 Players). Entretanto, o que mais chamava a atenção era justamente a presença feminina neste game; Mortal Kombat tinha apenas Sonia Blade como lutadora, enquanto em Mortal Kombat II tínhamos a estreia de Kitana, Mileena e Jade, além de Sonia (apenas no cenário do Shao Khan, infelizmente...). O único contra era que não dava pra jogar com a Sonia as três ninjas eram todas cópias uma da outra, seus sprites eram apenas uma mudança de cor (como acontecia com Scorpion, Sub-Zero e Reptile). Com tantos color swapping, alguém resolveu espalhar por aí que existia mais uma personagem secreta em Mortal Kombat II, uma ninja com roupa vermelha. E dá-lhe lendas afirmando que seria possível lutar contra ela, ou melhor ainda, usando ela.

Primeiro, um resumo da lenda sobre Ermac: na versão para Arcade/máquina de Mortal Kombat (o primeiro game da série), um bug famoso era a mistura de cores; às vezes esse erro faziam as cores de Scorpion e Sub-Zero se misturarem, fazendo Scorpion ficar com a roupa vermelha. Já o nome Ermac era uma palavra que aparecia na tela de diagnóstico do Mortal Kombat, indicando que havia ocorrido um erro (ERror MACro). Da mesma forma como acontecia com Scorpion em Mortal Kombat, às vezes ao selecionar Kitana (ou até mesmo Mileena) poderia ocorrer um bug que faria a ninja ficar com a roupa vermelha, e por causa disso teriam surgido as lendas de que Skarlet aparecia no Mortal Kombat II.


É a Kitana de vermelho? Ou a roupa dela tá suja de sangue? Ou seria uma personagem secreta?

Aproveitando o que foi feito com Ermac e também com o personagem Blaze, os diretores de Mortal Kombat decidiram então criar mais um personagem baseado nas lendas dos jogadores; surgia assim, finalmente, Skarlet, a sanguinária ninja vermelha. Ed Boon, um dos criadores originais de Mortal Kombat (e atualmente o único a estar na equipe de produção dos jogos) fez tudo que podia para criar a maior expectativa possível sobre ela: em 10 de Setembro de 2010 (informação atual tem data precisa) postou em seu Twitter a imagem de uma perna feminina com bota vermelha; isto era parte de sua campanha para fazer Shao Khan ganhar o prêmio de Melhor Vilão de Todos os Tempos pela Gamespot, prometendo revelar toda a imagem se Khan ganhasse. Khan perdeu, e Ed Boon conseguiu manter segredo da dona da bota (que ficou apelidada como a "Dama de Vermelho/Lady in Red") até pouco depois do lançamento de Mortal Kombat 2011.

A primeira imagem real de Skarlet; dizem que até hoje o Boon não mostrou ela inteira...

Embora aparecesse em alguns vídeos do jogo (e algumas imagens dela acessíveis através de hacking), apenas em 26 de Março de 2011 ela finalmente foi revelada como a primeira personagem que seria acessível através de Download (Downloadable Content / DLC), embora seu nome tenha permanecido em segredo até o último momento, quando foi liberada para Download. Os fãs finalmente descobriram que se tratava da lendária Skarlet (contrapondo teorias de que seria Sareena ou Kira).
Skarlet bancando a "Wally" nos vídeos do Story Mode

Durante uma entrevista o produtor Hans Lo, da NetherRealm Studios (atual produtora de Mortal Kombat) foi quem primeiro falou um pouco sobre usar Skarlet: "Os dois lutadores que iremos adicionar são Kenshi, que os jogadores reconhecerão de jogos anteriores da série, e iremos finalmente adicionar a Scarlet." (depois foi rebatizada como Skarlet)

 Entretanto, a questão que aqui importa é: Skarlet realmente aparecia em Mortal Kombat II (ainda que como um bug das cores de Kitana ou Mileena)? 


A verdade:

Segundo a Mortal Kombat Wiki  (da onde eu tirei boa parte destas informações): "In the arcade version of Mortal Kombat II, a glitch occasionally caused Kitana to morph into a red female ninja, who was nicknamed "Skarlet". This rumour spread like wild-fire when a magazine published "actual images" of this glitch, even though it was stated later on that it was a hoax. However, some players still believed that there was another secret character when in fact they had only uncovered another programming bug" (Na versão arcade de Mortal Kombat II, uma falha ocasionalmente fazia Kitana se transformar em uma ninja vermelha, que foi apelidada de "Skarlet". Este boato se espalhou como fogo quando uma revista publicou imagens "reais" deste glitch, mesmo apesar de terem mais tarde declarado que era uma farsa. No entanto, alguns jogadores ainda acreditavam que havia um outro personagem secreto, quando na verdade eles só tinham descoberto um outro erro de programação). Ou seja, tudo não teria passado de mais uma brincadeira de 1º de Abril da EGM (sempre eles!). Mas e quanto ao bug? Era real?

De acordo com Hans Lo, Skarlet realmente aparecia como um glitch de programação no Mortal Kombat II, um swapping bugueado da roupa da Kitana. Existem várias imagens disso, até mesmo fora de Mortal Kombat II, como na imagem abaixo:
 
Agora é a Mileena com color swap... e no Ultimate Mortal Kombat 3, ainda por cima 

Hans Lo: "Quem conhece a história de Mortal Kombat sabe que em uma certa altura do jogo que corria nos arcades havia um erro que fazia com que as roupas das mulheres ninja Jade/Kitana/Mileena ficassem vermelhas. As pessoas pensavam que era um personagem desbloqueável secreto mas não era, foi apenas um erro de programação. Especulou-se sempre sobre isso mas na verdade foram os fãs que começaram a chamá-la de Scarlet. Ela agora já não é um erro de programação, tornou-se uma verdadeira lutadora, e vai chegar muito em breve após o lançamento do jogo."

Por outro lado, Ed Boon publicamente contradisse a afirmação de Hans Lo, dizendo simplesmente "not true" (não é verdade). Em uma entrevista posterior, Ed Boon voltou a negar, dizendo que "She was a completely rumored character. She never existed, she was born out of a rumor. It got such legs that a name actually came out of it; there was never a glitch that turned Kitana red, that never existed. That was just an urban legend like Animalities and Ermac — a rumor that we eventually wanted to make true."("Ela era uma personagem completamente rumorizada. Ela nunca existiu, ela nasceu de um boato. Isso criou tantas raízes que um nome saiu disso; nunca houve um glitch que tornava Kitana vermelha, isso nunca existiu. Isso é só uma lenda urbana como Animalities e Ermac - um rumor que eventualmente quisemos tornar verdadeiro").

Ou seja, segundo Ed Boon, o glitch que tornaria Kitana vermelha nunca existiu, e que a decisão de criar Skarlet foi baseada meramente nos próprios boatos de que ela existiria (e que as fotos acima seriam então um caso de Paint/Photoshop/Corel/whatever)! Em quem confiar? Na palavra de um diretor moderno ou na de um dos criadores de Mortal Kombat? Embora o fato de ser um dos co-criadores e o único a estar presente na criação de praticamente todos os jogos da série, Ed Boon é também bastante famoso por suas trollagens (desde antes mesmo da palavra trollar ser inventada); esconder coisas nos games e mentir é uma das especialidades do cara (como por exemplo, a questão da própria imagem do pé de Skarlet), e eu não estranharia nada que ele tivesse mentido sobre isso. Entretanto, vou aceitar a explicação dele e, até que alguém prove o contrário, Skarlet não aparece em Mortal Kombat II, nem como personagem secreto, nem como glitch, bug ou hack.

Roupa alternativa de Skarlet, visível somente por hacking; claramente baseada nas roupas antigas dos ninjas de Mortal Kombat

Além disso ainda, vale citar que anos antes do lançamento de Mortal Kombat 9/2011 foi criada uma personagem ninja com roupa vermelha chamada Ruby, que aparece no sofrível desenho animado de Mortal Kombat (pow, Mortal Kombat sem sangue e com violência limitada?!), que muitos dizem também ser baseada nas lendas de Skarlet. Como Mortal Kombat 2011 é na realidade um reboot da franquia Mortal Kombat, muita gente considera Skarlet como sendo na verdade um reboot de Ruby. Entretanto, nenhum dos membros da produção de Mortal Kombat chegou a se manifestar oficialmente sobre isso (encham o saco do Boon pelo Twitter, quem sabe ele responda). Acontece que as histórias de Ruby e Skarlet são muito diferentes (sendo que a história de Ruby lembra muito a de Jade, Ruby também era uma guerreira amiga de Kitana que se rebela); enquanto Skarlet é uma ninja criada por Shao Khan através de magia, Ruby era uma guerreira de um dos muitos reinos que Khan conquistou, mas que acaba traindo Khan para salvar Jax e os outros guerreiros da Terra (ela fez isto porque estaria arrependida por supostamente ter matado o avô de Jax). Ou seja, embora sejam (teoricamente) baseadas na mesma lenda e no mesmo estereótipo (ninja mulher vestida de vermelho), Ruby não é Skarlet, e vice-versa. Curioso, entretanto, que a roupa de Ruby lembra um pouco a roupa alternativa de Skarlet...

Ruby, em Mortal Kombat: Defensores do Reino, que passou na Record; comparem a roupa dela com a alternativa de Skarlet 
 
Seja como for, Skarlet é mais uma prova da influência que os fãs (e os boatos) têm sobre os games. E de como isso pode ser muito bom para os games futuros... Nóis na fita!

Aí sim!



Kuriosidades:

- Skarlet é a terceira personagem criada a partir de uma lenda; os dois primeiros foram Ermac (Mortal Kombat) e Blaze (Mortal Kombat II). Engraçado que, assim como Ermac ela é uma ninja. E assim como ele, também usa roupa vermelha!
- Ela é a terceira personagem da série a ser centralizada em sangue (os dois primeiros são Meat e Nitara); 
- Ela é a terceira (de novo?!) personagem de Mortal Kombat que, até agora, pode ser jogada em um único game (os outros são Taven e Daegon, de Mortal Kombat Armaggedon). Freddy Krueger e Kratos não contam.
- Ela e Khameleon são as únicas ninjas de Mortal Kombat que nunca tiraram a máscara (embora a versão infantil de Skarlet tire, em seu Babality);
- Skarlet é a primeira (finalmente!) personagem baixável da net, não apenas do Mortal Kombat 2011, mas de toda a série;
- Seu Babality é o único em toda a história de Mortal Kombat a mostrar sangue;
- Skarlet é uma espécie de Golem, um ser vivo artificial, feita por Shao Khan com o sangue de diversos lutadores e animada por magia. Ela é a terceira lutadora artificial da série (os outros dois são o próprio Ermac, feito a partir de várias almas e Meat, feito a partir de pedaços de carne);
- Skarlet tem menos de um ano de vida (ela é de menor, choramings!);
- Ela é também a terceira kombatente criada por Shao Khan (os outros dois são Mileena e Ermac);
- Ao contrário dos boatos, Skarlet não é a irmã de Ermac que foi morta por Ashrah (se bem que Skarlet e Ermac podem ser considerados irmãos, já que os dois foram criados por Shao Khan... Vai que o vilão também usou o sangue da irmã do Ermac pra criar Skarlet);
- Ela aparece várias vezes nos vídeos do Story Mode (do Mortal Kombat 9), além de estar acorrentada no Coliseu de Shao Khan, mesmo que não tenha sido baixada da net;
- Ela é o último recurso de Shao Khan (por isso está acorrentada no Khan's Coliseum);
- Um de seus Fatalities faz surgir quatro pilares de sangue que prendem os membros de seu oponente, que grita em pânico enquanto Skarlet o esvicera; se for usado na Sheeva, aparecem seis pilares, sendo este o único Fatality a ser alterado especificamente para Sheeva; se o mesmo Fatality for usado no Kratos, ele tenta quebrar os pilares, em vez de entrar em pânico... isso que é ser fodão!
 - No Fatality Identity Theft de Shang Tsung, Skarlet é a única personagem que grunhe (todos os outros gritam NÃO!);  
 - No modo Fatality Pratice, é dito que a figura histórica favorita de Skarlet quando ela era uma garotinha era Elizabeth Bathory, a "Condessa Vampira" (que inspirou a personagem Elizabeth Barkley, sobrinha de Drácula, em Castlevania Bloodlines). Só não explica a quanto tempo foi isso, já que Skarlet não tem nem um ano de vida...


Goof Troop (SNES)

sexta-feira, 13 de abril de 2012 Postado por P.A.

 Gênero: Ação


Fabricante: Capcom


Lançamento: 1993


Jogadores: 1-2 players coop.



Pra quem presenciou a era dos 8-16 bits, sabe que foi uma época excelente pra bons jogos da Disney. Por mais que fossem voltados à crianças, os jogos eram muito divertidos e cativantes, até porque, na época nos erámos crianças também. Obviamente que olhando pros jogos hoje, não sentimos a mesma euforia com os jogos, mas também não dá pra negar o bom trabalho feito em cima da popularidade dos personagens daquele tempo.
Goof Troop - Turma do Pateta, como é conhecido por aqui - pega carona nessa onda de bons games da Disney, o qual eu já disse algumas vezes, me esqueci de citar no meu Top 20 dos melhores jogos do SNES.

Tudo começa quando Pateta, Max, Bafo e BJ saem pra pescar. Bafo e BJ são capturados por um navio pirata por engano, pois os marujos confundiram Bafo com seu líder K. Pete, que havia sido engolido por uma baleia. Bafo então começa a se passar pelo pirata, mas o problema é que o verdadeiro K. Pete retornou e acabou com a farsa. Cabe agora a Pateta e Max salvar seus vizinhos.

Goof Troop é um jogo muito bonito de se ver. Seus gráficos são bem coloridos e detalhados. A movimentação e expressão dos personagens é excelente, desde o lançar de um barril até a colisão dele com algum inimigo que vai jogá-lo longe da tela.
As músicas se encaixam bem com o perfil do jogo, com um ritmo bem alegre e cômico, mudando para um clima mais tenso nos chefes. Os efeitos sonoros também são muito legais, apesar de um pouco alto às vezes.

O gameplay talvez seja o ponto forte do jogo, que faz com que se torne divertido e muito prazeroso de jogar. Primeiro de tudo, é possível jogar com um amigo simultâneamente. E devo lhes dizer que esse é um dos melhores jogos pra se jogar com alguém, é realmente muito divertido! Um vai com Pateta e o outro com seu filho Max. E eles possuem características diferentes: Pateta é mais forte e derrota inimigos com apenas uma pancada, porém é mais lento. Já Max é o inverso; o garoto é bem rápido, mas precisa de pelo menos duas pancadas pra derrotar os inimigos. Os personagens podem carregar até dois itens no inventário no canto superior da tela, mas jogando com um amigo, cada um só poderá levar um item no inventário. Você pode pegar um gancho - pra puxar itens ou empurrar inimigos, uma vela - pra iluminar locais mais escuros, chaves usadas pra abrir portas, entre outros.
Vale lembrar que aqui os personagens não pulam; pra derrotar os inimigos você precisa pegar itens (barris ou vasos, por exemplo) e jogá-los nos inimigos. É possível também derrotá-los chutando pedras em sua direção.
E é justamente essa tática de chutar pedras que é muito explorada no jogo. Você precisará chutar pedras em alguns locais pra resolver vários puzzles espalhados pelas fases. Infelizmente, por se tratar de um jogo voltado ao público infantil, os puzzles são bem simples e podem ser resolvidos facilmente por jogadores mais "maduros".

Outro fator que deixa a desejar é dificuldade. Além dos puzzles fáceis, o jogo possui apenas cinco fases e os inimigos e chefes não vão apresentar grandes dificuldades. Sem contar o grande número de itens espalhados pelas fases, que te dão vidas e continues extras. O jogo pode ser terminado em menos de uma hora.

Como curiosidade, pros que ainda não sabem, Shinji Mikami - criador da série Resident Evil - trabalhou nesse jogo. Foi um dos primeiros grandes trabalhos dele. É possível notar certas características que seriam marca registrada de RE aqui em Goof Troop, como por exemplo, o inventário limitado, os puzzles espalhados pelas fases e a busca por chaves para abrir portas.



NOTA FINAL: 8,0
GOOF TROOP É UM JOGO MUITO BEM PRODUZIDO E ALTAMENTE RECOMENDADO PELO SEU FATOR DIVERSÃO, PRINCIPALMENTE QUANDO JOGADO COM ALGUÉM. INFELIZMENTE A DIFICULDADE É BAIXA ATÉ DEMAIS E ISSO FAZ COM QUE O JOGO SEJA FINALIZADO SEM GRANDES PROBLEMAS.

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